Relato de Projeto: Educação Corporativa

Por Camila Scramim Rigo

No final de 2010, fui convidada por um grande banco para fazer a Colheita de uma série  reuniões de profissionais ligados à área de educação corporativa (para diversos setores e públicos) que procuravam integrar todas as ações educativas em uma única e inovadora proposta de Escola Corporativa.

A partir de perguntas geradoras, textos e vídeos sobre as mais recentes pesquisas e linhas pedagógicas, o grupo foi reunindo, da forma desordenada como todo processo criativo requer, aspectos de suas próprias experiências em projetos educacionais dentro do banco. Aos poucos foram se definindo conjuntamente, com base na inteligência coletiva presente na sala:

  • o que este grupo queria e o que não queria para a Escola Corporativa;
  • como os participantes definiriam o propósito da existência dessa Escola;
  • em que princípios se baseariam para pensar a estrutura e as atividades a serem propostas, para tornar o aprendizado mais efetivo;
  • como seria possível aproveitar, adaptar e potencializar projetos e plataformas educacionais já existentes;
  • qual deveria ser a abrangêcia e quais as necessidades de ampliação dos saberes a serem oferecidos;
  • que processos precisariam ser criados para organizar o funcionamento da Escola, respeitando seus princípios;
  • como viabilizar financeiramente o projeto;
  • como valorizar a dedicação à formação na avaliação de desempenho do colaborador;
  • quais seriam as fases de implementação do projeto e as possíveis mudanças de cultura necessárias para seu sucesso.

Muitas idéias inovadoras iam surgindo a cada obstáculo identificado e a cada princípio, objetivo ou crença enunciada. Toda a produção do grupo, desde as preocupações até as propostas de soluções, ia sendo colhida em tempo real, sem comprometer o fluxo dos pensamentos e depois transcrita e organizada em relatórios que realimentavam o processo.

Ao final da quarta reunião, existia material suficiente para uma checagem de todas as idéias e bases de pensamento para a consolidação de um projeto inovador, abrangente e coerente.Outras reuniões foram realizadas para detalhamento e refinamento de áreas-chave selecionadas.

Nesta fase entrou a Facilitação Gráfica, organizando os conteúdos escolhidos para apresentação às instâncias de decisão superiores.

Ao final do projeto, a cliente em questão deu um retorno bastante interessante sobre sua primeira experiência com a Colheita e a Facilitação Gráfica:

“Ter uma pessoa dedicada a captar todos os conteúdos discutidos nos deixou à vontade para pensar, falar e criar livremente. Talvez até pudéssemos ter chegado aos mesmos resultados numa situação em que nós mesmos estivéssemos documentando as conclusões – mas dificilmente teríamos chegado à mesma qualidade e abrangência de projeto em tão pouco tempo.”

Infelizmente, por ser um projeto estratégico com conteúdo confidencial, não será possível publicar a Colheita de Conteúdos e a Facilitação Gráfica resultantes neste espaço. Mas o relato do processo já se mostra rico em insights sobre o auxílio que a Colheita pode dar aos projetos em que se tem como objetivo a geração de inovação, a saber:

  • dar suporte ao livre fluxo das idéias;
  • evitar que conteúdos importantes se percam;
  • possibilitar a retomada, seleção e consolidação das idéias num momento posterior de análise e estruturação;
  • promover um melhor aproveitamento do tempo coletivo.